Sem “coisas estranhas” nem “segredos”. As explicações de Farioli

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O FC Porto ampliou, este domingo, a ‘almofada’ na liderança da I Liga, ao levar de vencida o segundo classificado e eterno rival, o Benfica, no tão aguardado Clássico da sétima jornada, por 3-1, graças aos golos rubricados por Gabri Veiga, Victor Froholdt e Hwang Inbeom, que mereceram ‘resposta’ por parte de Alexander Bah.

Feitas as contas, em cinco Clássicos enquanto treinador azul e branco para o campeonato nacional, Francesco Farioli não soma nenhuma derrota, circunstância que o próprio desvalorizou, na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final: “Não há segredos. Preparamos todos os jogos com a mesma atenção, o mesmo desejo de ser competitivos, de ter a mentalidade certa, de ser capazes de fazer o nosso jogo, de pressionar muito forte e de sofrer quando é o momento de sofrer”.

“Hoje, tivemos esse momento, e isso diz muito sobre o espírito deste grupo. Numa das primeiras ações da primeira parte, onde perdemos a bola, reagimos com muitos jogadores a fechar a baliza, e houve um corte em cima da linha, com dois jogadores a saltarem quase acima da barra, a porem a cara em cada bola”, começou por afirmar.

“Às vezes, estes elementos no futebol são um pouco subestimados, mas este grupo tem muitas destas qualidades, o que ajuda a compensar momentos de dificuldade ou algumas limitações. Resta-me dar os parabéns aos jogadores. O que está feito está feito. Agora temos uma longa jornada pela frente, com muitos jogos e várias competições. Vai ser muito importante reequilibrar a equipa, recuperar os jogadores e ajustar o plantel para que, após a pausa para as seleções, estejamos na forma certa e com todos prontos para ajudar”, acrescentou.

Ainda que satisfeito, o treinador italiano recusou tirar conclusões precipitadas sobre as contas da tabela classificativa: “Vamos jogo a jogo e não gastamos energias em cálculos ou projeções. Claro que é importante estar onde estamos, mas há tantos jogos por disputar que seria ridículo fazer análises a longo prazo”.

Farioli deixa Marco Silva sem resposta

Francesco Farioli aproveitou, ainda, a ocasião para tecer elogios à exibição assinada pela equipa de arbitragem liderada por Miguel Nogueira, isto, depois de ter falado de “coisas estranhas”, no Estádio Municipal de Rio Maior, aquando da vitória alcançada sobre o Casa Pia, por 1-4, sob o apito de José Bessa, no fim de semana anterior.

Questionado sobre o facto de, instantes antes, o treinador adversário, Marco Silva, ter lamentado que, em Portugal, seja possível “condicionar os árbitros antes dos jogos, depois dos jogos e durante a semana, de todas as formas possíveis”, por vezes, com “resultados”, o italiano recusou alongar-se em palavras.

“Não sei, porque nunca trabalhei na Premier League, por isso, não posso fazer comparações. Acho que o que disse na semana passada, de haver coisas estranhas, foi algo que senti. Esta noite, não houve coisas estranhas. Esteve tudo bastante bem. Nunca é fácil conduzir um Clássico com esta tensão, mas acho que tudo correu da melhor maneira possível”, concluiu.

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