O Benfica parte para a primeira pausa para compromissos internacionais da nova temporada desportiva de 2026/27 na segunda posição da I Liga, a cinco pontos da liderança, depois de ter saído derrotado do Clássico com o FC Porto, por 1-3, naquele que era o último e mais aguardado encontro da sétima jornada.
Gabri Veiga, Victor Froholdt e Hwang Inbeom marcaram os golos dos campeões nacionais em título, ao passo que a resposta dos encarnados surgiu por intermédio de Alexander Bah, numa altura em que estavam já reduzidos a dez unidades, por conta da expulsão de Clément Lenglet. Na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final, Marco Silva explicou o que falhou.
“Tivemos uma excelente entrada, nos primeiros 20 a 25 minutos, dentro daquilo que era o nosso plano e a nossa identidade. Acabámos por perder o jogo por culpa nossa. Fomos nós que o perdemos, para além das coisas que aconteceram dentro do terreno, e temos de assumir isso mesmo. Perdemos três pontos importantes”, começou por afirmar.
“Infelizmente para nós, há, agora, uma paragem e vão surgir todas as narrativas sobre o assunto. Temos de voltar mais fortes. Quero agradecer aos nossos adeptos o apoio incondicional desde ontem e hoje, até ao final do jogo. Infelizmente, não lhes demos o que eles mereciam, mas estamos cá para continuar a crescer”, acrescentou, deixando um ‘recado’ ao plantel.
“Quando digo que temos de crescer, é neste aspeto, de sermos maduros, percebermos onde queremos ir e quais os caminhos para lá chegar. Sofremos um golo muito rápido após termos marcado, quando devíamos ter neutralizado a reação do FC Porto”, completou.
“Aqui, infelizmente, consegue-se condicionar os árbitros”
O duelo entre os eternos rivais do futebol português ficou marcado por uma série de lances polémicos, mas, perante os jornalistas, o treinador das águias recusou comentá-los, assumindo a mesma postura quando confrontado com o facto de Francesco Farioli se defendido que não houve “coisas estranhas” no plano da arbitragem.
“Em relação à expulsão, não vou fazer qualquer comentário. Se o clube tiver de dizer alguma coisa em relação ao jogo, deve dizê-lo. Não sei se irei conseguir continuar assim até ao final da época. Venho de uma cultura diferente. Aqui, infelizmente, consegue-se condicionar os árbitros antes dos jogos, depois dos jogos e durante a semana, de todas as formas possíveis, e por vezes dá resultado”, atirou.
“Não vou entrar por aí. Isso não me cabe a mim responder. Ele falou de coisas estranhas, portanto, entrem vocês nessa conversa com ele. Em relação à expulsão, quero é que os meus jogadores sejam mais maduros e tenham capacidade de, havendo ou não provocações, manter o equilíbrio emocional”, prosseguiu.
“Não sou eu que vou gerir a agressividade do adversário. Estão lá quatro árbitros, mais dois no VAR, para gerir isso. Não tenho de ser eu a avaliar se passa os limites ou não”, concluiu, sobre o alegado excesso de agressividade por parte dos adversários.