De Lenglet a Gabri. O que dizem especialistas da arbitragem do Clássico

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Os especialistas de arbitragem reunidos pela imprensa desportiva nacional dão, esta segunda-feira, uma nota globalmente positiva à exibição assinada pela equipa de arbitragem liderada por Miguel Nogueira, na véspera, no triunfo alcançado pelo FC Porto sobre o Benfica, no tão aguardado Clássico da sétima jornada da I Liga, por 3-1.

Um dos lances que mais está a dar que falar surgiu logo à passagem do quinto minuto, quando Gabri Veiga pisou Alexander Bah e viu ‘apenas’ um cartão amarelo. Pedro Henriques, do jornal A Bola, assume que a entrada foi “negligente, no limite, mas passível de cartão amarelo”, visto que “o pisão é no peito do pé, que está apoiado, de cima para baixo, e de frente”.

Posição partilhada pelo painel do periódico O Jogo. Jorge Coroado escreve que “o cartão amarelo, face à lei, está correto”, José Leirós concorda que o médio espanhol foi “bem punido com o amarelo”, e Fortunato Azevedo sublinha que o juiz “esteve bem” na forma como agiu “técnica e disciplinarmente”.

Uma unanimidade que se quebrou a propósito do episódio que teve lugar aos 32 minutos, quando Gianluca Prestianni surgiu de sangue na cara. Jorge Coroado refere que “Alberto Costa não cometeu falta, Prestianni é que saltou contra William Gomes”, José Leirós fala de um “contacto casual e inevitável”, e Fortunato Azevedo aponta que o argentino “já tinha sangue na cara”.

Pedro Henriques, por seu lado, defende que ficou a faltar um cartão “amarelo”: “Prestianni reclamou com o árbitro e foi advertido, depois de ter sofrido falta passível de cartão amarelo para Alberto Costa, que abriu o braço esquerdo e acertou na cara do argentino. Comportamento ficou por sancionar”.

Os especialistas também divergiram quanto à entrada de William Gomes sobre Gianluca Prestianni, à beira do apito para o intervalo. Jorge Coroado e José Leirós entendem que “impunha-se a exibição do cartão amarelo”, ao contrário de Pedro Henriques, que, tal como Fortunato Azevedo, visto que o argentino “não ia na direção da baliza nem em jogada de perigo”.

Expulsão, sim. Penálti, não

Os especialistas de arbitragem são unânimes ao afirmarem que Miguel Nogueira acertou quando, aos 35 minutos, exibiu o segundo cartão amarelo e respetivo vermelho a Clément Lenglet, por agressão a André Silva… ou quase. A única exceção é Jorge Coroado, que entende que “o comportamento foi antidesportivo e não violento ou grosseiro”, pelo que, “face à gestão disciplinar efetuada, para ambos justificava-se uma chamada de atenção”.

“Com a bola já a não ser disputada, deliberadamente, deu uma bofetada em André Silva, atitude que não deve acontecer”, defende José Leirós, numa posição semelhante à de Fortunato Azevedo, que entende tratar-se uma “clara conduta antidesportiva”, pelo que “o árbitro não teria outra decisão a tomar”, tal como Pedro Henriques.

Finalmente, já no segundo tempo, Rafa Silva caiu na grande área, após um ‘carrinho de Jakub Kiwior. Pedro Henriques aplaude a decisão de não ter sido assinalada uma grande penalidade, já que “não houve entrada negligente”, tal como Jorge Coroado (“Não houve razão para ser assinalado pontapé de penálti”), José Leirós (“Rafa rematou e o contacto casual e inevitável aconteceu posteriormente, sem falta”) e Fortunato Azevedo (“Lance legal, sem motivo para penálti”).

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