O passado mercado de transferências de verão foi um dos mais atribulados de que há memória no Sporting, com a saída de vários jogadores influentes e a entrada de outros tantos, num conjunto de operações que originaram perto de 200 milhões de euros em venda e um investimento superior a 100 milhões de euros.
Se jogadores como Morten Hjulmand, Ousmane Diomande ou Francisco Trincão se despediram a título definitivo, houve outros, como Pedro Gonçalves, Daniel Bragança ou Ricardo Mangas, que o fizeram por empréstimo, e a verdade é que, até ao momento, o cenário está longe de ser aquele que foi idealizado pela direção liderada por Frederico Varandas.
Com isso em mente, o Desporto ao Minuto apresenta-lhe o ponto da situação das cedências dos vice-campeões nacionais em título, com a certeza de que há, pelo menos, um jogador que já não volta… e as dúvidas em torno de vários outros que, sem convencerem, até poderão voltar mais cedo, em busca de outra solução.
Ricardo Mangas brilha… e fica
Ricardo Mangas está a ser uma das principais figuras do arranque de temporada desportiva de 2026/27 do Monza, de tal maneira que não tardou a conquistar a titularidade nos planos do treinador croata Ivan Juric e soma já um golo e duas assistências ao cabo das sete partidas nas quais foi utilizado, até ao momento.
Aliás, já não há dúvidas de que irá permanecer no Stadio Brianteo, visto que o empréstimo (que valeu ao Sporting um encaixe financeiro na ordem dos 1,5 milhões de euros) contempla uma cláusula de compra obrigatória, cifrada nos 300 mil euros (precisamente o mesmo valor pelo qual chegou ao Estádio José Alvalade, proveniente do Spartak Moscovo, em 2025).
Daniel Bragança e Pote começam a convencer
Daniel Bragança começa a assumir um papel de cada vez maior preponderância no Torino, clube ao qual foi cedido, a troco de um milhão de euros. O negócio inclui uma cláusula de opção de compra no valor de 2,5 milhões de euros (mais um milhão de euros em bónus), que poderá tornar-se obrigatória, mediante o cumprimento de objetivos.
Uma situação semelhante à de Pedro Gonçalves, que até já se estreou a marcar, ao serviço da Fiorentina, na vitória sobre o Pisa, por 3-0. Neste caso, a receita inicial foi de 2,5 milhões de euros, mas, se cumprir as metas predefinidas no contrato, obrigará o emblema viola a desembolsar mais 22,5 milhões de euros para o ‘resgatar’ em definitivo.
Souleymane Faye e Biel Teixeira preocupam
Bem menos feliz está a ser Souleymane Faye, que soma apenas 63 minutos em campo, distribuídos por três jogos com a camisola do Lorient. O empréstimo prevê uma cláusula de opção de compra no valor de 6,5 milhões de euros, que muito dificilmente vai ser ativada, caso este cenário se mantenha.
Biel Teixeira também não está a ter vida fácil, no Pafos, visto que, depois de um arranque feliz, com dois golos nas quatro primeiras partidas, ‘perdeu gás’ e passou quase um mês no banco de suplentes, antes de ressurgir, na antecâmara da pausa para compromissos internacionais. Neste caso, não foram especificados os moldes exatos do negócio.
E os ‘miúdos’?
Ao nível dos jogadores mais jovens emprestados pelo Sporting, o cenário também não é animador. João Infante, José Lino, Carlos Frederico, João Valente e Duarte Correia foram todos emprestados ao Alverca, mas ainda só tiveram espaço nas camadas jovens, à espera que Sérgio Ferreira lhes dê uma oportunidade na equipa principal.
A situação destes cinco jogadores é semelhante àquela por que passam Lewis Daley e Paulo Rodrigues, respetivamente, no Feirense e no Oriental, ao passo que Martim Peixoto ainda não teve, sequer, a chance de se estrear, com a camisola do Sporting da Covilhã.