FC Porto. 7 ausentes levam Farioli a ir buscar 3 ‘reforços’ à equipa B

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O FC Porto continua a preparar a receção ao Arouca e no treino desta quarta-feira Farioli teve de se socorrer de três jogadores da equipa B para colmatar a ausência de sete jogadores, todos eles lesionados, em mais um treino realizado no Centro de Treinos e Formação Desportiva Jorge Costa, no Olival. 

Numa sessão de trabalho que já não contou com o contributo de Rodrigo Mora, já transferido oficialmente para a AS Roma, o treinador italiano promoveu as chamadas do médio Tiago Silva e dos avançados Tiago Andrade e Eduardo Ferreira. 

Em sentido inverso, Cláudio Ramos (tratamento e treino condicionado), Martim Fernandes (tratamento), Alan Varela (treino condicionado), Vasco Sousa (treino condicionado), André Miranda (treino condicionado), Oskar Pietuszewski (tratamento e trabalho de ginásio) e Samu (treino condicionado) continuam a ser baixas. 

O FC Porto volta ao treinar amanhã, quinta-feira, durante a manhã, sendo que o embate com o Arouca está agendado para a noite de domingo, em duelo relativo à 3.ª jornada da I Liga.

Mora deixa mensagem de despedida 

Rodrigo Mora marcou presença no Olival na manhã de terça-feira, ainda antes de seguir viagem para Itália, para se despedir dos colegas, mas apenas esta quarta-feira deixou uma mensagem aos adeptos. 

“Muitos sonhos, alguma timidez e, acima de tudo, muita vontade de jogar futebol: foi assim que, com apenas 9 anos, cheguei ao FC Porto. Olhando para trás, 10 anos depois, percebo que não cresci apenas como jogador. Cresci também como homem, como pessoa. O FC Porto moldou o meu ADN, incutiu-me valores e encheu-me de memórias. Levarei tudo isso comigo para o resto da minha vida!”, começou por escrever o agora jogador da AS Roma. 

“Entrei orgulhosamente para história do livro de honra de vitórias sem igual aos 15 anos, quando tive a oportunidade de me estrear na equipa B, pela mão do Mister Folha. Mais tarde, a 25 de setembro de 2024, realizei um dos meus maiores sonhos: estrear-me na equipa principal do FC Porto com apenas 17 anos. À parte de todos os golos, vitórias e prémios, o verdadeiro privilégio que tive foi o de sentir diariamente, ao longo de uma década, o carinho, o apoio e a paixão dos nossos sócios e adeptos. Vocês, dragões, estiveram sempre presentes! Vocês, tripeiros, fizeram a diferença! Vocês, o povo mais forte, fizeram-me sentir o verdadeiro significado de representar este clube!”, descreveu. 

“São vocês a alma do FC Porto! É a vossa raça que nos torna autênticos e a vossa paixão que nos faz perceber a responsabilidade de vestir de azul e branco. Convosco, consegui cumprir aquele que era, esse sim, o meu maior sonho: ser campeão nacional e poder festejar esse título na Avenida dos Aliados. Uma nação inteira vestida de azul e branco. Um troféu erguido perante uma cidade coberta de euforia, felicidade. Um grito só de todos nós que se propagou muito para além do Douro. Um sonho de criança que ainda hoje não consigo descrever”, referiu, antes de rematar.

“Mas a vida não pára, a vida avança… Chega hoje o momento de me despedir. É realmente difícil encontrar palavras que expliquem tudo aquilo que este clube representa para mim. Saio com o coração cheio! O FC Porto fez parte da minha infância e da minha adolescência. E fará para sempre parte da minha vida. Vou seguir o meu caminho, mas há coisas que nunca vão mudar. A pronúncia do Norte está em mim e onde eu estiver haverá sempre um pouco mais de azul! O FC Porto será sempre o clube do meu coração”, concluiu Rodrigo Mora. 


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