Além da chegada de Jorge Jesus ao comando da seleção portuguesa, sucedendo ao espanhol Roberto Martínez, os insucessos no recente Mundial2026 deixaram marcas, também, em França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Bélgica, só para mencionar alguns dos principais candidatos a vencer a Liga A.
Entre os ‘favoritos’, só mesmo a Espanha e a Inglaterra mantiveram os seus técnicos, o espanhol Luis de la Fuente, que ainda na segunda-feira renovou o vínculo até 2032, e o alemão Thomas Tuchel, respetivamente.
A estabilidade é, de resto, um dos principais trunfos da ‘roja’, que em julho juntou o título de campeã mundial ao europeu e vai tentar, nesta edição da Liga das Nações, um ‘triplete’ inédito no futebol internacional.
A França, a outra seleção que, além da portuguesa (2019, 2025) e da espanhola (2023), também já conquistou a Liga das Nações (2021), viu chegar ao fim o longo ‘reinado’ de 14 anos de Didier Deschamps.
Para o seu lugar entrou Zinedine Zidane, que ‘embarca’ na sua primeira experiência como treinador fora do ‘universo’ Real Madrid, onde saltou da equipa secundária, o Castilla, para conquistar, ao serviço dos ‘merengues’ três Ligas dos Campeões, dois Mundiais de clubes e duas Ligas espanholas, entre outros troféus, antes de iniciar uma pausa de cinco anos na sua carreira.
Na Alemanha, Julian Nagelsmann não resistiu à eliminação nos dezasseis avos de final do Mundial2026, frente ao Paraguai, e foi ‘recrutado’ Jürgen Klopp, que se encontrava em ‘retiro sabático’ desde que deixou o comando do Liverpool, em 2024, ao fim de nove temporadas.
O técnico do futebol ‘heavy metal’ já começou a confirmar a sua reconhecida irreverência, ao convocar 44 jogadores para os primeiros quatro compromissos da ‘mannschaft’ na Liga das Nações, uma opção inédita que não foi seguida por qualquer outro técnico das principais seleções europeias.
A Bélgica, oitava classificada do ranking mundial da FIFA, também trocou Rudi Garcia por Mark van Bommel, e os Países Baixos, nonos classificados, trocaram Ronald Koeman pelo espanhol Xavi Hernández, que se torna, assim, no primeiro estrangeiro a orientar a seleção ‘laranja’.
Já a Itália, que nem sequer conseguiu o ‘passaporte’ para o último mundial, pela terceira vez consecutiva, trocou Gennaro Gattuso, campeão europeu em 2020, por Roberto Mancini, encarregue de operar uma profunda renovação na ‘squadra azzurra’.
Com ou sem alterações nos comandos técnicos, estas são, em teoria, as principais candidatas a conseguir o apuramento para os quartos de final da Liga das Nações, terminando nos primeiros dois lugares dos respetivos grupos.
França, Itália e Bélgica disputam o ‘Grupo da morte’, o A1, com a Turquia, enquanto Alemanha e Países Baixos procuram confirmar a superioridade no Grupo A2 com Sérvia e Turquia.
No Grupo A3, Espanha e Inglaterra têm a oposição da Croácia, outra seleção a considerar, e da República Checa, enquanto no A4 Portugal se apresenta como claro favorito perante Dinamarca, Noruega e País de Gales.
Jorge Jesus inicia, neste ‘cenário’, um ciclo que deve durar, pelo menos, até ao Mundial2030, que decorrerá em Espanha, Portugal e Marrocos, mas que terá nesta Liga das Nações a sua primeira ‘prova de fogo’, na antecâmara do Europeu2028, que se disputa no Reino Unido e Irlanda.
Esta é, por outro lado, a última edição em que a Liga das Nações se disputa nos atuais moldes. A partir de 2028/29, vai assumir um formato semelhante à Liga dos Campeões, com uma fase de liga onde todas as 16 seleções da mesma ‘divisão’ disputam a mesma classificação, e passará a contar com apenas três níveis, em vez dos atuais quatro.
Por isso, quem não se qualificar para os quartos de final só mantém, garantidamente, a vaga na Liga A se for um dos dois melhores terceiros classificados. Caso contrário, terá de disputar um ‘play-off’ de permanência contra um dos segundos classificados da Liga B.