Aproveitando a expressão em latim do lema do clube lisboeta, estes adeptos ‘encarnados’ pretendem que o projeto seja “uma casa de ideias benfiquista, criada para reunir conhecimento, experiência e diferentes perspetivas em torno de um propósito comum: contribuir para um Benfica mais forte e mais vencedor”.
O antigo ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes é o primeiro nome da lista de membros fundadores da plataforma, que integra outros ex-governantes como António Mexia, Carlos Lobo e José Eduardo Martins.
O ‘magriço’ António Simões é o único desportista entre os fundadores, ao lado dos ex-dirigentes Luís Mendes e João Gabriel e dos antigos candidatos à presidência e vice-presidência do clube Francisco Benitez e Manuel Santos Vítor, respetivamente, mas também do presidente da Câmara Municipal de Pombal, Pedro Pimpão, ou da atriz Paula Lobo Antunes.
“Do Benfica nunca quis nem quero nada, a não ser contribuir e pensar o seu futuro. Passei uma parte enorme da minha vida neste clube e continuo a acreditar que todos temos alguma coisa para lhe devolver. No Benfica podemos pensar de maneira diferente sem deixarmos de querer a mesma coisa: um Benfica cada vez maior e melhor”, afirmou o antigo futebolista António Simões, citado no comunicado de apresentação.
Estes ‘notáveis’, de “áreas como desporto, gestão, economia, direito, tecnologia, saúde, comunicação, cultura e vida pública”, destacam o “enorme património de conhecimento e experiência que pode ser melhor colocado ao serviço do clube”, propondo-se a “criar um espaço permanente para estudar os grandes temas do Benfica com profundidade, ouvir quem sobre eles tem conhecimento, promover discussão aberta e transformar essa reflexão em propostas concretas e fundamentadas”.
“O UNUM assenta em quatro princípios: compromisso, independência, pluralidade e consequência. Compromisso porque o Benfica é o ponto de partida e o critério final. Independência para pensar o clube com autonomia e sentido crítico. Pluralidade para reunir gerações, percursos, opiniões e sensibilidades diferentes. Consequência para transformar estudo, análise, dados e contributos em propostas úteis para o Benfica”, detalha o referido comunicado.
Sem se colocarem como oposição, esta estrutura promete convidar a direção e órgãos sociais para as discussões, que vão assentar em nove temas: relações institucionais, reforço financeiro do clube, fontes de receita, democracia interna, modalidades, modelo desportivo do futebol, as casas, a modernização das infraestruturas e a comunicação.
“Cada eixo dará origem a encontros temáticos com sócios, especialistas e benfiquistas com conhecimento relevante (…). A ambição é alargar progressivamente a participação e incorporar novos contributos, competências e gerações”, rematam os fundadores.