“Eu acho que temos trabalhado muito bem todos os dias, temos feito o suficiente para termos uma classificação melhor do que a que temos hoje. Se a bola não está a entrar, temos de trabalhar mais”, referiu Rui Rodrigues, em declarações aos jornalistas, à margem da conferência Portugal Football Summit, em Oeiras.
Rui Rodrigues foi eleito presidente dos minhotos em 13 de junho último, para um mandato até 2029, reconhecendo que houve pouco tempo para formar o plantel da equipa, que, após sete jornadas, ocupa o modesto 14.º lugar, com cinco pontos.
O dirigente defendeu o técnico, de 37 anos, que chegou aos minhotos proveniente do Nacional, preconizando o trabalho desenvolvido até à presente interrupção dos campeonatos para os jogos de seleções.
“Eu penso que não existem novas ideias. O ‘mister’ tem as dele e são as que estão a ser implementadas desde o início da época. Para nós, o mais importante nesta paragem – também pelos timings para constituir o plantel, tendo em conta que também entrámos quase no início de julho e alguns jogadores que chegaram mais tarde – é que vai ajudar na integração, na preparação e penso que a equipa vai regressar mais forte”, perspetivou.
Apenas uma vitória e dois empates nas primeiras sete partidas na I Liga não abalam o novo presidente do clube.
“As estatísticas demonstram que nós temos estado bem, faltando, evidentemente, a finalização. Nós acreditamos no nosso processo. O Vitória é um clube que precisa de estabilidade, precisa de ter consistência e, para isso, o tempo é necessário. Não podemos viver na tomada de decisões pelo momento, porque, caso contrário, nunca mais vamos ter essa estabilidade, nunca mais vamos ter essa consistência”, afirmou.
Eleito presidente há pouco mais de três meses, depois de três anos na administração dos vitorianos, Rui Rodrigues reconhece que a estabilidade também tem feito falta aos minhotos.
“Eu também sou adepto e, como tal, como todos os outros, também sinto a frustração. Eu sou o quarto presidente do Vitória em sete anos, o que significa que essa instabilidade não dá resultado e é normal, todos nós conseguimos perceber isso”, reconheceu.
O dirigente vitoriano recusou esquecer o presente, sem se focar apenas “no momento”, para defender o seu projeto.
“Temos de mudar o paradigma, temos de ser diferentes do que tem sido o nosso passado recente e é a única forma de voltarmos a ser um grande clube. Nós somos um grande clube, mas precisamos de ser um clube que lute por aquilo que são os nossos pergaminhos, aquilo que são os nossos sonhos. E nós, vitorianos, sonhamos e acreditamos que as coisas possam ser possíveis”, rematou.
Rui Rodrigues sucedeu a António Miguel Cardoso, que se tinha demitido em abril da liderança do clube que ocupava desde 2022, ao vencer o ato eleitoral de junho último por dois votos de diferença sobre Viriato Sampaio.
A conferência Portugal Football Summit decorre até sexta-feira, em Oeiras.