Jogador mais valioso fora das Big5 joga no FC Porto

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O Observatório do Futebol (CIES) publicou, esta quarta-feira, as conclusões de um estudo que apontam Victor Froholdt como o jogador mais valioso a jogar fora das denominadas Big5, isto é, os cinco principais campeonatos do futebol europeu (mais concretamente, Premier League, La Liga, Serie A, Ligue 1 e Bundesliga).

O organismo atribuiu um valor de mercado de 83,7 milhões de euros ao internacional dinamarquês, que, recorde-se, chegou ao FC Porto no verão de 2025, proveniente do Copenhaga, a troco de uma verba na ordem dos 20 milhões de euros (mais dois milhões de euros em forma de bónus), tendo assinado um contrato válido até junho de 2030, ‘blindado’ por uma cláusula de rescisão de 85 milhões de euros.

No top10 (que pode conferir, percorrendo a fotogaleria acima) há lugar para um outro jogador dos campeões nacionais em título, mais concretamente, o polaco Oskar Pietuszewski, que surge na sétima posição, com um valor de mercado fixado nos 60,7 milhões de euros. No entanto, a representação do campeonato português não se fica por aqui.

O Benfica coloca dois futebolistas neste ranking, começando, desde logo, pelo grego Vangelis Pavlidis, que aparece imediatamente atrás do líder, Victor Froholdt, com um passe avaliado em 65 milhões de euros. Mais abaixo, no oitavo posto, mora Gianluca Prestianni, neste caso, na fasquia dos 57,9 milhões de euros.

O Sporting encontra-se, também, representado a dobrar, desta feita, por Luis Suárez (quarto classificado, com um valor de mercado de 62,9 milhões de euros) e Gonçalo Inácio (nono classificado, com um passe avaliado em 57 milhões de euros), ainda que em posições inferiores às dos elementos dos eternos rivais.

Fora das dez primeiras posições, ainda que a uma distância não muito avultada relativamente aos nomes já referidos, encontram-se William Gomes (do FC Porto, com 50,3 milhões de euros), Tomás Araújo (do Benfica, com 50,1 milhões de euros), Georgiy Sudakov (do Benfica, com 49,4 milhões de euros) e Diogo Costa (do FC Porto, com 49,3 milhões de euros).

Afinal, como é que o CIES chegou a estes valores?

Através das suas plataformas oficiais, o CIES explica que, para chegar a estes valores, levou em conta um total de cinco “categorias de variáveis”, mais concretamente, o “período (época ou ano da transferência, etc)”, o “trabalho (duração do contrato, verbas anteriores, etc)”, o “desempenho (golos, minutos, etc)” e as “caraterísticas do jogador (idade, posição, etc)”.

O organismo apresenta este modelo como sendo “particularmente robusto e eficiente”, mas sublinha que “alguns dos preços pagos pelos clubes diferem significativamente dos valores estimados”. Para ilustrar esse mesmo caso, dá como exemplo os 56 milhões de euros pagos pelo Shanghai Port ao Zenit, em 2016, por Hulk, antigo jogador do FC Porto.

“Foi negociado por um preço quase quatro vezes superior ao estimado pelo nosso modelo estatístico. Parte da discrepância pode ser explicada pelo facto de os clubes chineses não terem, anteriormente, sido muito ativos, no mercado de transferências. Consequentemente, o seu potencial económico integrado no modelo, calculado com base em transações passadas, estava ultrapassado”, pode ler-se.

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