Jakub Kiwior concedeu, na manhã desta segunda-feira, uma extensa entrevista ao Kanał Sportowy, um canal de Youtube polaco com conteúdo sobre desporto, na qual, entre outros temas, falou do recente jogo entre o FC Porto e o Manchester City, da Liga dos Campeões, e mais concretamente da marcação a Haaland.
“Contra o City, senti-me bem com a bola nos pés e, a cada minuto que passava, sentia-me mais confiante. Sabia que podia arriscar mais. Enquanto estivesse a resultar – e estava – tínhamos de continuar a jogar dessa forma. Jogámos bom futebol, mas, no fim de contas, este é o Manchester City. Eles vão criar oportunidades. Ainda assim, sabemos que podemos competir com as equipas mais fortes. Temos um plantel suficientemente jovem para podermos ficar mais fortes a cada jogo”, começou por dizer o central.
“O Haaland é um avançado de topo. Quando és defesa-central e o vês a correr na tua direção, parece que vais jogar rugby. É muito forte, é poderoso no jogo aéreo e tem as suas próprias formas de jogar dentro da área. A bola é colocada onde ele está. Os cruzamentos são feitos mesmo para a cabeça dele. Foi difícil preparar-nos para isso. É óbvio que não vou ganhar todos os duelos aéreos contra ele. O Haaland e o Mbappé são dois jogadores diferentes, com dois estilos de jogo diferentes. É difícil compará-los”, prosseguiu.
Num lado mais intimista, Kiwior falou sobre como tem sido viver na cidade do Porto.
“Quando eu e a minha mulher temos algum tempo livre, gostamos de nos sentar num restaurante ou de passar algum tempo aqui na praia. Quando não é época balnear, trazemos os cães para aqui e apreciamos as belas paisagens. Tentamos fazer coisas que nos dão prazer. É difícil comparar o Porto com Spezia Eu e a minha mulher sentimo-nos muito bem nos dois sítios. Spezia foi um bom lugar para aprendermos a viver longe da Polónia e recordo esse período com muito carinho. Mas, em termos de paisagens e da beleza da cidade, é difícil escolher. Gosto muito de viver aqui. É uma cidade onde se sente muito a ligação ao clube. Vê-se quantas camisolas e bandeiras estão penduradas nas janelas. Quando andas pela cidade, sentes essa ligação. Mesmo quando estou a passear com a minha mulher, às vezes alguém me acena ou me cumprimenta. É muito bom”, destacou.
A fechar a conversa, Jakub Kiwior frisou que teve dúvidas em mudar-se para Portugal quando percebeu que o FC Porto estava interessado na sua contratação, elogiando também o compatriota e companheiro de equipa Jan Bednarek.
“Eu queria vir para cá assim que soube que estavam interessados. Nesse momento, já sabia o que queria fazer. É um clube muito grande e queria fazer tudo o que estivesse ao meu alcance para que o contrato se concretizasse. O facto de conhecer o Jan [Bednarek] ajudou. Ele ajudou-me no clube e com as questões táticas. Foi o meu primeiro título de campeão e, para mim, foi algo incrível. Agora é difícil imaginar um momento igualmente bom. Só senti realmente o que aquilo significava quando levantámos o troféu. O que aconteceu depois foi lindo. Sentíamos o quanto os adeptos esperavam por este título. Seguiam-nos por todo o lado e apoiavam-nos. Já nem conseguia perceber quando jogávamos em casa e quando jogávamos fora”, destacou o central.
“O campeonato português é assim: não podes dar-te ao luxo de escorregar. Se perdes pontos, no final podes não ser campeão. Preparávamo-nos para cada jogo. Sabíamos que, se fizéssemos um bom jogo defensivamente, haveríamos de criar qualquer coisa na frente e marcar. Todos nós interiorizámos essa ideia de manter a baliza a zero. Antes de cada jogo, estabelecemos objetivos e um deles é sempre esse. Temos objetivos semelhantes esta época. Motivação não nos falta. Sinto a confiança do treinador e quero dar alguma coisa a esta equipa. Fico contente por poder contribuir e ajudar”, finalizou.