João Gabriel visa Rui Costa: “Acutilância digna de um pires de tremoços”

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João Gabriel, antigo diretor de comunicação do Benfica, recorreu na noite de domingo, às suas redes sociais, para deixar uma análise ao que foi o Clássico no Estádio do Dragão entre o FC Porto e o Benfica, que terminou com a vitória dos azuis e brancos, por 3-1.

Numa que foi nota partilhada através da rede social LinkedIn, João Gabriel apontou o dedo à dualidade de critérios na arbitragem portuguesa, e também do árbitro Miguel Nogueira, recorrendo ao exemplo da expulsão de Zeno Debast no duelo entre o Sporting e o Arouca e ao que aconteceu no Clássico entre o FC Porto e o Benfica para sustentar as críticas.

O antigo dirigente das águias utilizou este mesmo texto para visar também as declarações de Rui Costa após o apito final do Clássico.

“Permitam-me um preâmbulo a este texto escrito após ouvir as palavras do presidente do Benfica no Dragão: Rui Costa parecia estar a comentar a meteorologia numa tarde de domingo. Com a energia vibrante de um bocejo e uma acutilância digna de um pires de tremoços! Chegamos aqui também por culpa nossa! No futebol, como na vida, todos somos iguais perante a lei. Ou devíamos ser. Mas há uma condição indispensável: a lei também tem de ser igual para todos. Na arbitragem, isto devia ser um mandamento”, começou por escrever João Gabriel.

“Ontem [sábado], em Alvalade, Debast foi expulso por uma entrada violenta sobre Rukavina. Bem expulso. Hoje, numa entrada igual de Gabri Veiga sobre Bah, o critério foi diferente e o VAR ficou em silêncio. É precisamente aqui que começa o problema. Trata-se de coerência ou, neste caso, falta dela. Com 24 horas de diferença, lances iguais não podem ser avaliados de forma diferente. Um vermelho é um vermelho seja ao minuto 5” ou aos 90”. Quando isto acontece, sobretudo numa arbitragem que já vive rodeada de desconfiança, o problema deixa de ser apenas o erro de um árbitro. Passa a ser a credibilidade de todo o sistema, prosseguiu ainda João Gabriel.

“Mais ainda quando se insiste na nomeação de árbitros cujo desempenho anterior já tinha levantado dúvidas. Se se repetem as escolhas e se repetem os problemas, alguém tem de explicar o critério. Desta vez tenho de dar razão a Proença, o nível da nossa arbitragem é miserável. Miguel Nogueira não é culpado do Benfica ter uma defesa com Lengelet e Circati,(Marco Silva tb não) só é mesmo culpado de ter inclinado o campo desde o minuto 5”. O problema não é só para o SL Benfica, mas para todo o futebol português. É por desempenhos como este que o nosso futebol não vale – na centralização – aquilo que podia valer!”, finalizou João Gabriel.

Recorde-se que Gabri Veiga, aos 31 minutos, Froholdt, aos 54′, e Inbeom, aos 60′, marcaram os golos dos campeões nacionais, enquanto Bah ainda empatou para os encarnados, aos 51′.

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