‘Fantasma’ está de volta. Recaída de Ibrahima Ba assombra Sporting

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A temporada desportiva de 2026/27 começou há pouco mais de um mês, mas o departamento clínico do Sporting já teve trabalho de sobra em mãos, e os primeiros sinais vão dando a entender que a tendência das duas anteriores para problemas de ordem física no plantel às ordens de Rui Borges pode ser para manter.

O caso mais recente dá pelo nome de Ibrahima Ba, que apresentou, uma vez mais, dores no joelho direito, motivo pelo qual é baixa certa para o encontro da sétima jornada da I Liga, que tem apito inicial agendado para as 20h30 (hora de Portugal Continental) do próximo sábado, no Estádio José Alvalade.

O defesa-central, recorde-se, foi operado ao menisco deste mesmo joelho, no final da última época, quando era ainda jogador do Famalicão, tendo o processo de recuperação sido, inclusive, apontado como o motivo pelo qual a transferência para o Strasbourg, por perto de 20 milhões de euros, viria a cair por terra.

Aliás, o jogador de 21 anos de idade foi apresentado como reforço verde e branco a 22 de julho, mas ficou de fora da lista de convocados da ronda inaugural do campeonato nacional (empate a duas bolas com o Estrela da Amadora) precisamente por ainda não estar apto, tendo a estreia ocorrido apenas um mês depois (na vitória sobre o Alverca, por 3-1).

A jovem promessa deixou bons indicadores… antes de o azar lhe bater à porta, primeiro, devido a um traumatismo, e, depois, por conta de uma recaída, que levaram a que não mais fosse utilizado pelo treinador mirandelense, estando o regresso previsto apenas para meados de outubro, após a pausa para compromissos internacionais.

Ibrahima Ba não é o único

No entanto, os problemas do Sporting com lesões não se cingem a Ibrahima Ba. Com apenas sete jogos oficiais disputados esta temporada, o boletim clínico já contou com os nomes, não só do senegalês, como também de Zeno Debast, Nuno Santos, Salvador Blopa, João Simões e Fotis Ioannidis.

Os casos dos quatro primeiros remontam ainda à temporada passada (o único que já pôde ser utilizado foi o internacional belga), ao passo que o de Fotis Ioannidis esteve relacionado com uma lombalgia, que o afastou do triunfo sobre o Alverca, por 3-1, e que lhe custou mesmo a titularidade, entretanto ‘devolvida’ a Luis Suárez.

Há, ainda, que ter em conta que, não tendo estado propriamente lesionado, Moncef Zekri apresenta um historial de problemas físicos e tem vindo a ser alvo de trabalho individual a este nível, motivo pelo qual ainda não foi utilizado, desde que foi adquirido ao Mechelen, por entre três a quatro milhões de euros.

Frederico Varandas vê “competência a mais”

Apesar desta série de contratempos, Frederico Varandas deixou bem claro que mantém total confiança no departamento clínico, a 1 de maio, na cerimónia da renovação do contrato de Rui Borges, até junho de 2028, recordando que “o Sporting está, desde 2013, num grupo de elite da UEFA, o Injury Study, com clubes que frequentam a Liga dos Campeões”.

“O número médio de lesões de equipas que jogam competições europeias é de duas por jogador, 40 ou 50 por ano. O Real Madrid teve 118 lesões nas últimas duas épocas, o Barcelona 82 e o Atlético Madrid 62. O Sporting está abaixo das lesões por ano. Há uma retórica, um ruído sobre isso”, começou por afirmar, perante os jornalistas.

“O Sporting foi jogar ao Dragão e era só perguntas ao treinador de lesões, e não é que o FC Porto tinha mais lesionados? É moda. O Sporting tem um número muito reduzido de lesões musculares. A maioria são traumáticas. E não há prevenção alguma. Não é verdade que o Sporting tenha mais lesões do que a média”, prosseguiu.

“Não é que o nosso diretor clínico foi convidado esta semana para assumir uma equipas do top5 da Premier League? E não é o Manchester City do Hugo Viana, que é nosso amigo. O fisioterapeuta-chefe esteve para ir para outro clube do top5. O coordenador da performance também. O nosso diretor clínico colabora com a FIFA, é o médico escolhido para estar na final do Mundial. Tenho de mandar tudo embora, é competência a mais”, rematou, em jeito de ironia.

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