Rui Borges admitiu que o Sporting foi “perdendo energia” frente ao Vitória SC (3-2), o que explica a forma pouco tranquila como o jogo, disputado na noite de sexta-feira, terminou em Alvalade. Em conferência de imprensa, no rescaldo da partida, o treinador dos leões apontou para as “dores de crescimento” de uma equipa renovada.
“São dores de crescimento. Uma primeira parte muito exigente, uma segunda onde perdemos alguma energia. Não dá para mudar 10 jogadores…. Às vezes seria bom [risos]. Não há como fugir a isso, temos é perceber rapidamente como podemos minimizar essa perda, que provoca desconfiança individual e coletiva. (…) O importante, hoje, é perceber que ganhámos, amanhã veremos o que podemos fazer melhor e como, para continuar a crescer enquanto equipa”, começou por dizer Rui Borges.
Questionado sobre a desconfiança vinda das bancadas, com Luis Suárez a ser assobiado no momento em que entrou na partida, Rui Borges reconheceu que o Sporting não vive num “mar de rosas” e lembrou que os seus jogadores, muitos deles recém-chegados ao clube, vão crescer ao longo da temporada.
“O empate na Reboleira não foi a melhor forma de começar, mas hoje ganhámos. Não vai ser tudo um mar de rosas, mas vamos ter de crescer enquanto equipa. Isso passa por nós, equipa técnica, e também pelos jogadores. Acredito que a desconfiança dos adeptos vem do resultado da primeira jornada, mas espero que percebam que os jogadores jovens que temos precisam de energia positiva de fora para dentro. É importante, ajuda muito a crescer enquanto equipa. Esse apoio, que deram na primeira parte, que seja contínuo ao longo de todo o jogo, tal como nós queremos ser mais consistentes ao longo de 90 e pouco minutos”, disse, antes de particularizar o caso do Suárez.
“Suárez? Acho que acreditam [os adeptos] em tudo o que leem. Acho que é algo em relação a isso. O Luis Suárez deu-nos muito e vai continuar a dar muito ao Sporting. É um não-assunto. Não está ainda nas melhores condições para jogar 90 minutos, mas fez uma grande época e vai continuar a dar-nos muito”, vincou.
Rui Borges sublinhou ainda que os jogos de pré-temporada, nos quais o Sporting venceu de forma categórica, não podem ser comparados com este arranque da nova época.
“Não são jogos comparáveis com a exigência do nosso campeonato. Esses jogos passaram-nos boas energias, bons índices, boas sensações, tal como agora, mas os adversários são outros. Jogar com e sem pressão é totalmente diferente, principalmente com uma equipa que é nova. Vai obrigar-nos a crescer rapidamente, até porque a grandeza do clube assim nos obriga”, salientou.
Rui Borges abordou também a condição física de Giorgios Vagiannidis, que teve de ser substituído, já na reta final do encontro, devido a lesão, dizendo não saber a “gravidade”: “Espero que não seja nada de grave”.
Refira-se que o Sporting soma agora quatro pontos e saltou, provisoriamente, para o topo da tabela classificativa da I Liga, ficando agora à espera dos resultados de FC Porto, Marítimo, Gil Vicente e Arouca, equipas que venceram na primeira jornada.