A APCVD “procederá ao envio ao Ministério Público de toda a informação compilada que se afigure útil para a prossecução da justiça, atendendo à competência das autoridades judiciárias na investigação de matéria criminal”, lê-se num comunicado.
Em causa está uma agressão a um árbitro assistente, que foi atingido por um caixote do lixo arremessado pela bancada, motivando a suspensão, aos 43 minutos, do encontro da quinta jornada da Série D da Taça Joaquim José Sousa Marques de 2026/27, da Associação de Futebol de Setúbal, disputado no Montijo, numa altura em que a equipa visitante vencia por 2-1.
A Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) já havia repudiado a agressão, exigindo “uma resposta clara de todas as entidades com responsabilidades no futebol e na segurança dos recintos desportivos”.
“A APAF (…) repudia de forma veemente os graves acontecimentos ocorridos no encontro entre o Olímpico do Montijo e o Cova da Piedade, no qual um árbitro assistente foi agredido com um balde do lixo, arremessado por um espetador que, segundo as informações disponíveis, acabou por ser identificado”, indicou o organismo, em comunicado.
Para a APAF, “nada justifica uma agressão a um árbitro, a um jogador, a um dirigente ou a qualquer outro agente envolvido no jogo”, pelo que “é necessário que estes casos sejam investigados, julgados e punidos de forma célere, firme e exemplar”.
“A APAF exige uma resposta clara de todas as entidades com responsabilidades no futebol e na segurança dos recintos desportivos. A prevenção da violência não pode existir apenas no discurso. Tem de existir na ação. Quem agride um árbitro tem de perceber que os seus atos têm consequências reais”, advertiu.