Marco Silva tem um problema bicudo para resolver neste interregno do calendário de clubes para os compromissos das seleções. Com Enzo Barrenechea de fora, por lesão, até, pelo menos, ao início do mês de novembro, o meio-campo do Benfica vai ser testado e levado ao limite assim que recomecem os encontros das competições em que está inserido.
A cirurgia realizada ao joelho do argentino garante que só deve voltar a jogar pelas águias depois da última pausa de seleções deste ano civil, que acontece em meados de novembro, deixando a equipa encarnada com apenas quatro nomes da equipa principal para duas posições de alta intensidade física.
João Palhinha, Fredrik Aursnes, Leandro Barreiro e Manu Silva passam a ser os únicos jogadores para rodar no miolo do Benfica, que é das zonas mais importantes para o equilíbrio tático do estilo de jogo de Marco Silva, que se terá de desenfrear com estas peças, ou chamar alguns nomes da formação do Seixal.
Aursnes deixou muito a desejar no Clássico
O novo capitão do Benfica tem sido muito azarado com os problemas físicos neste início de temporada, tendo já tido duas paragens criadas por lesões. Quando voltou mais recentemente à titularidade, foi dos jogadores menos influentes no jogo dos encarnados em Milão, levando essa mesma premissa para o Estádio do Dragão.
No Clássico frente ao FC Porto, não se viu aquele Aursnes que conquistou o coração dos adeptos pelo que fazia em campo, tendo dificuldades em adaptar-se a esta intensidade do novo treinador. Caso os problemas físicos continuem a aparecer para o norueguês, pode virar um problema sério para Marco Silva.
Calendário prestes a apertar com jogos atrás de jogos
Isto porque o calendário do Benfica está prestes a entrar na fase mais densa da temporada, com jogos a ‘torto e a direito’, muitas vezes a surgirem com um espaçamento de três a quatro dias.
Começa logo com uma receção ao Vitória SC, seguida de um duelo com o Celtic, em casa. Aí terá a maior margem de manobra entre dois encontros até novembro, já que só joga sete dias depois para a mesma competição europeia, diante do Omonia, numa ida ao Chipre, seguindo-se uma visita ao Santa Clara quatro dias após esse confronto e a receção ao Gil Vicente (Taça da Liga) para fechar o mês de outubro.
Logo de seguida, o décimo primeiro mês do ano civil conta com três jogos num espaço de apenas sete dias, com Alverca e Lech Poznán em casa e a curta viagem até à Reboleira para defrontar o Estrela da Amadora. Tudo isto com apenas quatro nomes da equipa principal disponíveis para as duas posições do meio-campo.
Nova vida de Manu Silva (com jovens a entrarem na rotação?)
Quem poderá ter muito a ganhar com esta ‘onda louca’ de jogos nos próximos dois meses é mesmo Manu Silva. O médio português não tem conseguido entrar nas contas de Marco Silva e perdeu muito espaço aquando da chegada de João Palhinha. Poderá, assim, conquistar alguns minutos para a rotação do internacional luso de 31 anos, na tentativa de poder ‘agarrar a atenção’ do técnico das águias.
No que a possibilidades no Seixal, Marco Silva não tem por onde se queixar, já que conta com quatro nomes que poderão estar no momento certo para serem integrados nos trabalhos da equipa principal do Benfica, de modo a estarem prontos e inseridos caso seja necessário. São eles Miguel Figueiredo – que, de resto, já foi lançado pelo treinador encarnado esta temporada -, Tiago Freitas, Nuno Félix e Rafael Quintas, com os últimos dois a serem possíveis substitutos diretos para a vaga deixada por Enzo Barrenechea.