Manteigas visa Villas-Boas: “Modus operandi cheira a bafio do passado”

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João Diogo Manteigas recorreu às redes sociais, esta terça-feira, para fazer uma cronologia de acontecimentos que o leva a considerar que o Benfica tem sido prejudicado pela arbitragem, ao mesmo tempo que o FC Porto tem condicionado o setor, adotando um modus operandi “tão claro e evidente que cheira a bafio do passado”. 

O antigo candidato à presidência do Benfica arranca a sua reflexão em setembro de 2025, quando o FC Porto faz uma queixa contra o árbitro Fábio Veríssimo. 

Segue-se o episódio da televisão ligada no balneário da equipa de arbitragem liderada por Veríssimo, ao intervalo da partida entre FC Porto e Sp. Braga, no Estádio do Dragão, em novembro do mesmo ano. 

Nesse mesmo mês, recorda Manteigas, “Villas-Boas reclama que para o Conselho de Arbitragem da Federação “não há uniformidade de critérios, há dualidade de critérios, há diferentes interpretações”. 

Em janeiro de 2026, “depois dos últimos meses, criticam ferozmente a nomeação de Fábio Veríssimo para o jogo da taça de Portugal frente ao Sport Lisboa e Benfica”, referiu o antigo candidato à liderança do Benfica, recorrendo a várias imagens e vídeos para afirmar que o clube da Luz é o “o único prejudicado na parcialidade dos árbitros e analistas dos jornais”. 

“O modus operandi é tão claro e evidente que cheira a bafio do passado. Definem alvos para condicionar. Este condicionamento leva tempo a ser pensado e aplicado. Mas em Portugal, colhe frutos. A história repete-se. Lidar com pressão não é para todos”, refere Manteigas, deixando mais críticas. 

“Desengane-se quem pensa que o futebol português, neste aspeto, “vai” ou “deve” mudar no futuro. Mesmo com a tão afamada centralização. É cultural, idiossincrático. É isto o futebol nacional. Dá audiências. Há que lidar. Por isso: ou se percebe “o jogo” e se está predisposto a jogar com armas de calibre igual ou superior … ou, então, simplesmente mais vale dar lugar a quem sabe como tentar acabar com o gozo”, remata João Diogo Manteigas. 




Rui Costa contesta arbitragem no Clássico… 

Na origem desta reflexão de João Diogo Manteigas estão os acontecimentos polémicos no Clássico entre FC Porto e Benfica, realizado no domingo. As águias acreditam ter sido prejudicadas pela arbitragem de Miguel Nogueira, tal como Rui Costa fez questão de salientar na zona mista do Estádio do Dragão. 

“Há uma dualidade tremenda onde o Benfica foi extremamente punido nisso, porque a quantidade de faltas que o FC Porto faz, para além da falta normal e que não é punida com amarelo, vai dando força a uma equipa e vai tirando a outra. E, portanto, isto foi aquilo que toda a gente pôde ver”, afirmou. 

“Há uma série de entradas, há uma série de faltas de jogadores do FC Porto que têm de ser punidas, mesmo antes da expulsão do Lenglet. Vejo o Prestianni levar um amarelo por mostrar a cara cheia de sangue ao árbitro, de uma pancada que levou quase sem bola e que nem sequer sancionada foi. E, portanto, é neste sentido que, não eliminando os erros que nós cometemos – porque depois acabámos por cometer erros -, não eliminando esses erros, a dualidade de critérios, sobretudo no critério disciplinar, foi por demais exagerada”, acrescentou o presidente do Benfica. 

…e Villas-Boas responde

Por sua vez, o presidente do FC Porto viria a dar uma resposta ao rival, quase 24 horas depois, à entrada para a gala organizada pela Federação Portuguesa de Futebol, recusando a narrativa da dualidade de critérios. 

“Há um episódio curioso, na época passada, em Guimarães, entre o Sudakov e um jogador do Vitória. Não sei se é dessa dualidade de critérios a que se refere. Equipa que mais faltas faz e menos cartões leva? A estatística que eu conheço é que o FC Porto tem 21 pontos e sete vitórias em sete jogos. É a essa estatística que me quero agarrar”, vincou Villas-Boas, dizendo ainda existir uma “paz podre” no futebol português. 

“Se houve alguém que promoveu precisamente a via de comunicação entre os três grandes fui eu, sentando à mesa. Quando percebi que aquilo era um dois contra um, rapidamente me afastei. Se há algo que é verdadeiro e bem presente é uma santa aliança entre o Benfica e o Sporting. Somos o FC Porto, queremos o bem do futebol português, mas acho curiosa a pergunta quando o Benfica enviou ontem um SMS aos sócios para votar contra a centralização. A paz podre continua, há ruído e há lutas e diferentes perspetivas entre clubes. Agora quando uma Assembleia Geral da Liga vota a centralização, um projeto determinante para o futebol português, e temos o Benfica a defender posição contrária parece que essa estabilidade jamais vai chegar”, defendeu. 

— Mais como isto

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