O Estádio do Dragão recebeu o primeiro Clássico da época 2026/27 e o FC Porto passou com distinção frente ao Benfica – com alguma polémica à mistura -, no encontro a contar para a sétima jornada da I Liga.
Os azuis e brancos adiantaram-se no marcador por intermédio de um golo magistral de Gabri Veiga, aos 31 minutos, para que a resposta iminente do Benfica ficasse ‘cortada’ pela palma da mão de Lenglet… na nuca de André Silva, quatro minutos depois.
Ainda assim, com menos um jogador, os encarnados deram o primeiro golpe na segunda parte, com um golo de Alexander Bah mal as duas equipas saíram dos balneários. No entanto, a festa visitante foi parada pouco depois, já que em nove minutos, o FC Porto ‘matou’ o jogo com dois golos de rajada de Froholdt e Hwang Inbeom, deixando para trás qualquer questão sobre o resultado da partida.
Os portistas são ainda mais líderes invictos, deixando os rivais a cinco e seis pontos de distância na luta pelo título, antes da pausa para os compromissos das seleções nacionais até meados do mês de outubro.
Mas vamos às notas do jogo.
Figura
Regressou ao onze titular de Francesco Farioli e notou-se logo a diferença no meio-campo do FC Porto. Victor Froholdt pautou o miolo dos dragões, com uma exibição que encheu o campo.
Capitalizou este rendimento com um golo marcado para relançar as contas da partida para um rumo a vencer o encontro, que eliminou as hipóteses do Benfica lutar pelos três pontos, já que o terceiro foi logo de seguida.
Surpresa
Tal como Froholdt, também Alexander Bah apareceu de rompante para a titularidade, com uma exibição após lesão com uma grande exibição marcado por um golo marcado, numa zona em que não costuma aparecer, tendo estado muito bem a nível defensivo.
Outro nome que entrou em campo para mudar o rumo do resultado foi Hwang Inbeom, que fez com que o não se notasse muito na ausência de Gabri Veiga após a sua saída, aos 38 minutos.
Desilusão
Não é difícil adivinhar quem passa com o título de desilusão nesta partida, uma vez que foi o momento em que o jogo mudou por completo. Clément Lenglet não teve discernimento face à experiência que já tem na carreira, e acabou por deixar as emoções levar a melhor naquele momento, com uma infantilidade a fazer com que o Benfica ficasse completamente mudado e com poucas hipóteses de vencer o encontro.
Treinadores
Francesco Farioli
O início do encontro foi muito complicado face à pressão aplicada pelos encarnados na fase de construção portista, mas acabou por conseguir ter um rasgo de magia por parte da dupla Pepê-Gabri Veiga, para quebrar o enguiço. Depois da expulsão, a conversa foi outra e acabou por ser domínio assoberbante do FC Porto, que foi um justo vencedor no que toca ao futebol jogado.
Marco Silva
Foi uma abordagem muito positiva desde o apito inicial, mostrando que acabou por ir ao Dragão para vencer, ao contrário do que fez José Mourinho na época passada. A expulsão condicionou bastante o plano de jogo, mas ainda assim, conseguiu bem fazer um golo com menos um.
Arbitragem
Foi uma noite atribulada para Miguel Nogueira no Estádio do Dragão. O árbitro da AF Lisboa não teve um jogo fácil no seu terceiro Clássico, o segundo neste palco e entre estas duas equipas, tendo muitos casos onde ficou aquém das expectativas.
O primeiro foi logo aos cinco minutos, onde nem foi ao VAR para verificar a violência do pisão de Gabri Veiga sobre Alexander Bah. Ao longo da partida não conseguiu gerir as picardias entre jogadores de equipas adversárias, como foi, por exemplo, o caso entre Leandro Barreiro e Pablo Rosario, que durou quase cinco minutos consecutivos até que houve uma falta nesse duelo, e a ‘tampa’ da ebulição no Dragão, com Bednarek a lançar-se aos jogadores do Benfica. Acabou por ser uma atuação negativa a nível geral.