O FC Porto foi a equipa mais forte quando soou o apito final do Clássico frente ao Benfica, nesta noite de domingo, no Estádio do Dragão, e isolou-se (ainda mais) na liderança da I Liga, quando já foram disputadas sete jornadas, com um triunfo por 3-1.
A partida começou com um ritmo alucinante dentro e fora das quatro linhas, com o conjunto de Marco Silva a entrar com muita pressão e vontade de causar problemas na fase de construção da turma de Francesco Farioli.
O técnico português surpreendeu com o regresso de Alexander Bah e Sudakov no onze inicial, enquanto que o italiano promoveu o regresso de Victor Froholdt à titularidade, voltando a colocar Martim Fernandes no lado esquerdo da linha defensiva.
Como já é habitual nos Clássicos, houve também momentos de tensão e de polémica, com o primeiro a surgir entre Gabri Veiga e Alexander Bah, onde o espanhol pisou deliberadamente o dinamarquês e saiu com um cartão amarelo do lance, logo aos cinco minutos.
Foi da cabeça de Gianluca Prestianni que nasceu a primeira oportunidade mais flagrante do encontro, com um cruzamento perfeito de Rafa Silva a encontrar o argentino no lado contrário, mas o remate saiu por cima.
Quem não falhou foi mesmo Gabri Veiga, que depois da polémica, espalhou… magia. O médio espanhol recebeu um grande passe picado de Pepê, aos 31 minutos, para fazer uma receção orientada para picar sobre Samuel Soares e marcar o primeiro golo do jogo, perante a ebulição do Estádio do Dragão.
A partida foi de mal a pior para os pupilos de Marco Silva quatro minutos depois, quando uma infantilidade do experiente Lenglet acabar com uma expulsão por acumulação de amarelos, depois de um toque na cara de André Silva motivar o segundo cartão.
Foi preciso esperar até ao início da segunda parte para mais golos, quando Alexander Bah empatou a partida, aos 51 minutos, depois de uma assistência de Gianluca Prestianni e uma saída algo medíocre de Diogo Costa entre os postes, para felicidade dos adeptos visitantes.
No entanto, a festa acabou por durar muito pouco, já que o FC Porto chegou a uma vantagem a dobrar em apenas nove minutos, com Hwang Inbeom e Froholdt a contarem com assistências de André Silva para colocar o resultado final em 3-1, até aos 60 minutos.
Até ao fim, ainda deu para os regressos de Samu e Oskar Pietuszewski aos relvados, após vários meses à margem dos encontros do FC Porto, que é agora líder ainda mais isolado, com 21 pontos somados em 21 possíveis, antes da pausa das seleções, face aos 16 do Benfica e 15 do Sporting e do Santa Clara.
[Notícia atualizada às 22h38]

