Sporting descontrolou-se na segunda parte? “Não se trata de ser a segunda parte. Há um jogo até à expulsão e há um jogo depois da expulsão, é tão simples quanto isso. Até à expulsão controlámos o jogo, fomos pressionantes, tentámos ser sempre pressionantes sobre o Arouca. Fizemos dois golos, podíamos ter feito mais. Na segunda parte entrámos muito bem no jogo, muito bem mesmo; podíamos ter aumentado o resultado, mas não conseguimos. Após a expulsão, muda o jogo. A expulsão muda logo o jogo. Tínhamos de saber sofrer ali um pouco. O Arouca é bastante dinâmico naquilo que é o seu processo ofensivo e acaba por entrar no jogo com o penálti. Até aí, nós estávamos com o bloco mais baixo, mas a controlar o jogo, sem termos tanta posse de bola, como é lógico. Com menos um jogador contra uma equipa que gosta de ter bola e consegue ter muito bem a bola, o penálti mete o Arouca no jogo e depois acabam por ser felizes no empate, no 2-2.”
Substituições não recuaram demasiado a equipa e demasiado cedo? “Nós com dez não podíamos ser tão pressionantes como éramos, nem nada parecido. É tão simples quanto isso. Não tem a ver com tração atrás; tentámos meter jogadores que nos dessem alguma condução, alguma saída, qualidade com bola e de condução também, e refrescar a equipa, acima de tudo. É natural que não tivéssemos tanta bola e que não fôssemos tão pressionantes, porque estávamos com menos um jogador a jogar contra uma boa equipa quando tem a posse, ainda para mais com mais um elemento. É tão simples quanto isso. De resto, não tem a ver com as substituições termos empatado o jogo ou não.”
Contestação dos adeptos. Como reage? “Com naturalidade. É normal que se sintam assim, é natural que não estejam felizes nem contentes. Estamos numa equipa grande, queremos ganhar os jogos, queremos lutar pelo campeonato. O que é certo é que já perdemos seis pontos e é natural a insatisfação, tanto dos adeptos como a nossa. É de todos.”
Incomodado com notícias de treinadores para o Sporting? “Incomodam mais as vossas perguntas e, às vezes, as vossas leituras. Vocês levam a parte da humildade do Rui Borges por ser uma pessoa de Trás-os-Montes, por ser uma pessoa que está sempre a dizer que é de Mirandela… Não, não me sinto incomodado. Sinto-me muito honrado com aquilo que sou, com a pessoa que sou, com o treinador que sou e feliz com o trabalho que tem sido feito pela nossa equipa técnica.”
Pausa para as seleções chega na melhor altura? “Não, na pausa fico sem jogadores.”